10 de setembro de 2009

Uma selecção nacional luso-brasileira? Quo Vadis Portugal?


Li num dos jornais portugueses que o avançado Hulk frisou que o seu objectivo principal é representar o Brasil, mas não fechou a porta à possibilidade de um dia alinhar pela selecção portuguesa caso as condições se proporcionem.
"É difícil falar agora, pois quero jogar na selecção brasileira, mas nunca se sabe o dia de amanhã", afirmou o jogador que, questionado sobre o seu desejo em alinhar pelo escrete, respondeu sem margem para dúvidas. "Claro que sim. Depende do meu trabalho e da minha evolução. Se estiver bem aqui (FC Porto), estarei bem a nível internacional."
Quanto ao facto de poder seguir as pisadas de Deco, Pepe e Liedson, o avançado do FC Porto lembrou que esse "é um cenário que não se coloca agora, mas que seria difícl dizer não" à Selecção Nacional.


Lembram-se do velho slogan das bolachas Maria: "O que é nacional é bom"? Afinal, parece que já não é bem assim.
Embora a questão das naturalizações no futebol serem para mim (e penso que para a muita gente) uma matéria extremamente delicada, eu tenho opinião formada: Sou contra! mesmo se nos casos de Liedson e Pepe nos tenha rendido quatro pontos nestes últimos dois jogos.
É certo que muitas selecções naturalizam jogadores estrangeiros com a finalidade de reforçar a qualidade e a competitividade das equipas para atingirem objectivos traçados pelas federações, nomeadamente a presença nos campeonatos Continentais (no nosso caso o da UEFA) e o Campeonato do Mundo.
Da Espanha, campeã da Europa, que concedeu a cidadania espanhola ao brasileiro Senna - jogador do Villareal - ao Luxemburgo que fez o mesmo com o sérvio Serdjo Pupovac, passando pela mais recente acrobacia de Queiroz e Madail em relação a Liedson, alguns países recorrem às naturalizações. Mas outros não.
No caso de Portugal, já com três luso-brasileiros na selecção, parece que uma quarta naturalização (Hulk, do FC Porto) se vislumbra no horizonte. Especialmente se for, como a de Liedson, em nome da escassez de golos que reina na equipa das quinas. Mas o que mais me choca é que se naturalizem jogadores 'rejeitados' pelos seus países. Cheira-me a material em segunda mão, para além de a selecção portuguesa passar a ser para eles uma segunda escolha.
E depois de Hulk, qual é o freguês que se segue? Não que eu tenha algo de especial contra os jogadores brasileiros, seguramente dos melhores do mundo. Mas como diz o velho e gasto adágio popular, "cada macaco no seu galho".
Acho que a seguir este rumo iremos a médio prazo ter uma selecção luso-brasileira que em nada prestigia o nosso país. Senhor Madail e companhia, abram os olhos antes que seja tarde, é que Portugal e os portugueses não merecem!

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